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Comemoração do Dia dos Anestesiologistas - Influência dos Fatores Humanos na Incidência de Resultados Adversos e Consequências do Trabalho Noturno

O Dia do Anestesiologista foi comemorado, no dia 13 de outubro, no auditório do CREMERJ, com uma palestra do Dr. Rogério Videira, médico anestesiologista do Hospital das Clínicas da FMUSP, sobre a influência dos fatores humanos, portanto evitáveis, na etiologia dos resultados adversos na prática anestésica.
Na ocasião, chamou a atenção dos presentes e provocou debates, que certamente precisam se intensificar e disseminar, a apresentação de alguns estudos, que embora não nos causem surpresa, proporcionam embasamento científico a conclusões que a experiência já nos havia demonstrado. Precisamos levar adiante este debate e contamos com cada um dos colegas em suas unidades hospitalares.
  
  
Anaesthetists'attitudes to teamwork and safety
R. Flin, G. Fletcher, P. Mc George, A. Sutherland and R. Patey

Como melhorar a efetividade do trabalho das equipes cirúrgicas

  • Remuneração adequada
  • Trabalho em equipe
  • Melhor gestão da lista de cirurgias
  • Melhora do ambiente de trabalho (Organização saudável)
  • Valorização profissional 

 

222 anestesistas de 11 hospitais escoceses – ORMAQ

Anaesthesia, 2003, 58, pages 233 - 242

  
We should work less at night 
O.A. Meretoja
Hospital for Children and Adolescents, University of Helsinki, Finland

  • Manobras de intubação traqueal mais lentas e com maior índice de insucessos (Smith-Coggins, 1997)
  • Maior incidência de punção dural inadvertida (Aya, 1999)
  • Cirurgias videolaparoscópicas mais demoradas e com maior incidência de erros e intercorrências (Taffinder, 1998)
  • Maior incidência de falhas e de óbitos nos procedimentos de Angioplastia (Henriques, 2003)
  • Frequência  2,3 vezes maior  de isquemia miocárdica nos profissionais de saúde que trabalham habitualmente à noite.

 

Incorporando este conceito, o Hospital para Crianças e Adolescentes da Universidade de Helsinki, na Finlândia, elaborou um sistema de classificação para cirurgias de emergência, relacionado ao tempo em que estas precisavam efetivamente acontecer:

  • Vermelha – 6 h
  • Amarela – 24 h
  • Verde – 72 h

 

O principal fator diferencial é que esta classificação só pode ser feita por staffs (assistentes) do corpo clínico permanente do hospital. Uma vez classificando uma cirurgia como vermelha, o cirurgião que assim procedeu precisa forçosamente participar do procedimento indicado, de forma presencial. Esta medida resultou em:

  • 50% menos cirurgias à noite
  • Menor número de re-operações
  • Menor número geral de apendicectomias