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Entidades médicas esclarecem motivos da saída do Conselho Nacional de Saúde
Com o objetivo de esclarecer à sociedade sobre os motivos que levaram
à decisão de não se candidatar às eleições
no Conselho Nacional de Saúde (CNS), a Associação Médica
Brasileira (AMB), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação
Nacional dos Médicos (FENAM) vêm a público informar que:
1. A decisão tomada expressa discordância com relação
ao processo eleitoral proposto, que vincula a representação de
seus membros a negociações e acordos políticos, desconsiderando
a qualificação técnica das diversas profissões de
saúde que deveriam, obrigatoriamente, participar deste importante fórum
de controle social e, portanto, de deliberações fundamentais sobre
o destino da saúde no nosso país;
2. As inúmeras tentativas dos médicos de continuar participando
do CNS foram frustradas por estratégias e articulações
estranhas aos interesses da sociedade brasileira;
3. A tensão existente neste processo confirma a tendência de alguns
grupos que compõem o plenário do CNS de antagonizar-se com a classe
médica, na tentativa de reduzir e eliminar a natureza essencial da participação
destes profissionais nos debates relacionados a este setor;
4. A ausência das entidades médicas no CNS nos parece inconcebível,
pois dispensa opiniões e contribuições dos mais de 340
mil médicos brasileiros, representados pela AMB, CFM e FENAM;
5. Os médicos lamentam o ocorrido e, tendo em conta o compromisso que
têm com a sociedade brasileira, reafirmam sua firme intenção
de voltar a colaborar como membros do CNS, desde que este volte a organizar-se
em composição que o qualifique como representativo dos diferentes
dos segmentos que compõem a atenção à saúde;
6. Independentemente desta triste e, esperamos, transitória situação
que culmina com nosso afastamento do plenário do CNS, as entidades médicas
continuarão empenhadas na defesa do SUS e irmanadas à sociedade
brasileira;
7. Defendemos uma política de recursos humanos capaz de valorizar os
trabalhadores da saúde e de disponibilizá-los em todas as regiões
do nosso país. Defendemos financiamento que viabilize assistência
universal e integral à saúde. Defendemos a implementação
de políticas de gestão participativa e democrática, expressas
pelo direito de decisão majoritária, em que as minorias sejam
ouvidas e consideradas e todos venham a ser representados;
8. Este é o nosso compromisso em nome dos médicos brasileiros.
Associação Médica Brasileira (AMB)
Conselho Federal de Medicina (CFM)
Federação Nacional dos Médicos (FENAM)
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