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Faltam anestesistas na rede pública de saúde Equipamentos em péssimo estado e falta de anestesistas
permanecem em unidades municipais
Em entrevista coletiva com a imprensa, realizada no dia 4 de
fevereiro, a SAERJ e o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed)
denunciaram, que além do Hospital Souza Aguiar, outras unidades do Município,
como as Maternidades Oswaldo Nazaré (Praça XV) e Fernando Magalhães
(São Cristóvão), também estão enfrentando
problemas com a falta de anestesistas, a má conservação
dos equipamentos e as precárias condições de trabalho.
No centro cirúrgico da Maternidade Oswaldo Nazaré, além
dos equipamentos obsoletos, em desacordo com as normas técnicas vigentes,
as condições de trabalho e de higiene são péssimas:
num mesmo corredor, transitam material esterelizado e lixo hospitalar, um único
banheiro serve para pacientes e médicos, homens e mulheres, além
de um único vestiário. Na maternidade Fernando Magalhães
as cirurgias ginecológicas estão suspensas desde o dia 2 de fevereiro,
uma vez que o número de anestesistas não é suficiente sequer
para as emergências. A unidade é referência para alta complexidade,
como gestantes obesas e cardiopatas, mas não existe marcapasso nem ventiladores
com capacidade de ventilar as pacientes obesas. A sala de recuperação
pós anestésica não funciona por falta de equipamentos,
mas talvez o mais assustador seja a falta de intensivistas, que deixa a UTI
materna sem plantonista alguns dias da semana.
Durante a entrevista coletiva, Dr. Sylvio Lemos, Diretor da Sociedade Brasileira
de Anestesiologia (SBA) e do SinMed, ressaltou que as entidades não permitirão
que os médicos sejam responsabilizados pelo risco a que profissionais
e pacientes estão sendo submetidos nas unidades da rede municipal.
Segundo o Presidente do SinMed, Dr. Jorge Darze, todos os problemas foram relatados
à Secretaria Municipal de Saúde e as entidades deram um prazo,
até o dia 22, para que sejam solucionados, tendo sido marcada uma assembleia
com todos os anestesiologistas dos hospitais municipais no dia 23, às
19 horas, no auditório do Sindicato para decidir os desdobramentos do
movimento.
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